Tríade da mulher atleta

8 jan

Síndrome caracterizada pela associação de osteoporose, déficit nutricional e amenorréia, a tríade da mulher atleta ocorre em mulheres fisicamente ativas que buscam alcançar ou manter um peso corporal extremamente baixo. As praticantes de esportes nos quais o baixo peso corporal é enfatizado estão, assim, sob maior risco, e dentro deste grupo um dos mais vulneráveis é o das bailarinas.

A adolescência está associada a diversas alterações no corpo da mulher e exige maior aporte nutricional para permitir o desenvolvimento adequado; ao mesmo tempo, é um período em que as mulheres estão bastante preocupadas com a imagem corporal e a perda de peso, o que faz desta fase a mais vulnerável para o desenvolvimento da tríade da mulher atleta.

O déficit nutricional está na base de todo o problema, dele podendo decorrer a amenorréia e a osteoporose. O aporte nutricional necessário para cada pessoa é variável e depende, entre outros fatores, do gasto energético de cada um. Assim, uma bailarina que treina períodos prolongados todos os dias necessita de maior aporte calórico do que uma menina da mesma idade que faz pouca atividade física. Além disso, é importante lembrar que diversos nutrientes são fornecidos na alimentação, de forma que uma dieta equilibrada é fundamental principalmente no caso de mulheres jovens que praticam atividade física intensa.

A amenorréia caracteriza-se pela ausência de três ou mais ciclos menstruais consecutivos. Está associada à menor produção de hormônios ovarianos, de forma semelhante ao que ocorre na menopausa. Essas alterações hormonais, juntamente com o aporte nutricional insuficiente, podem levar ao desenvolvimento da osteoporose, que é caracterizada pela perda da massa óssea, que deixa os atletas mais vulneráveis para a ocorrência de fraturas.

Dores crônicas, nesses atletas, podem estar associadas ao desenvolvimento de fraturas por estresse, que são fraturas incompletas, associadas a esforços repetitivos. Essas fraturas incompletas, na maioria das vezes, geram um quadro de dor, mas não impedem o bailarino de continuar suas atividades. O osso, porém, fica mais frágil, e muitas vezes pode evoluir para uma fratura completa apenas com movimentos relativamente simples.

Todo bailarino ou atleta que apresenta uma das características da tríade da mulher atleta deve ser pesquisado quanto aos outros elementos da tríade, e o tratamento adequado depende do tratamento de todos esses elementos, a começar pela parte nutricional. Além disso, é importante que todo bailarino com carga horária excessiva de treinamento seja acompanhado por um nutricionista especializado na área esportiva.

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