Lesões na coluna

8 jan

Entre os bailarinos, são muito comuns dois tipos de queixas relacionadas à coluna: as dores nas costas (lombalgia) e as que decorrem de deformidades (hiperlordose, hipercifose, escoliose).

As dores lombares podem estar associadas à estruturas da coluna – como as articulações, os discos intervertebrais e as contraturas da musculatura ao redor da coluna –, embora geralmente decorram de uma associação de causas. Na maioria das vezes, uma boa fisiotrapia é capaz de resolver o problema ou reduzir bastante a dor, e maiores investigações tornam-se desnecessárias. No entanto, casos que não evoluem de forma insatisfatória devem ser submetidos a procedimentos mais invasivos, como infiltrações com medicamentos que servem tanto para diagnóstico como para tratamento, uma vez que são capazes de deixar o paciente sem dor por período prolongado. Casos mais graves que requerem cirurgia são exceções, principalmente entre atletas. Nos exames de ressonância magnética, alterações nos discos intervertebrais ocorrem em até 40% das pessoas entre 30 e 40 anos sem dor nas costas, de forma que a correlação com a queixa de dor nem sempre é tão clara. Note-se que as lombalgias são diferentes das dores decorrentes de problemas no nervo ciático, relativamente pouco frequentes entre os bailarinos jovens e que, embora possam levar a algum desconforto nas costas, promovem maior dor nas pernas.

Quanto às deformidades: na maior parte das vezes elas são leves, pouco progressivas, raramente produzem dor e o tratamento consiste na realização de fisioterapia especializada. Deformidades maiores podem progredir principalmente durante o estirão de crescimento da adolescência, e nestes casos podem necessitar do uso de coletes ou mesmo, em casos excepcionais, de cirurgia. O diagnóstico deve ser feito a partir do exame físico do paciente, e a mensuração do grau de escoliose deve decorrer de radiografia. Todas as deformidades devem ser seguidas pelo médico ortopedista, com consultas pelo menos uma vez ao ano.

Outro problema relativamente frequente entre os bailarinos é o que chamamos de espondilolise, que é uma fratura na vértebra associada a esforços de hiperextensão da coluna – mais frequente, portanto, entre os atletas que realizam este tipo de movimento, como os bailarinos e os ginastas. A espondilolise pode eventualmente estar associada ao escorregamento de uma vértebra sobre a outra, sendo então chamada de espondilolistese. Dor que se inicia subitamente após movimento de hiperextensão e mesmo dores crônicas associadas a esses movimentos devem chamar a atenção para estas lesões, que devem ser confirmadas com exames de imagem. O tratamento, nestes casos, pode ser feito com o uso de coletes na fase aguda de dor, seguido de um bom reforço muscular por meio de fisioterapia. O tratamento cirúrgico raramente é necessário.

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